Protocolo de Quarentena para LOJISTAS

Pessoal, aqui divulgaremos o protocolo de quarentenamento de peixes da Eco-Reef, para LOJISTAS ou quem vai quarentenar MUITOS peixes:

 

Material necessário:

Sulfato de cobre (CuSO4)

- Receita manipulada da Eco-Reef: 1000 mL de água destilada, 39 g de CuSO4 pentahidratado e 2,5 g de ácido cítrico

Formalina (formaldeído 37% em solução aquosa)

Água doce deionizada

01 recipiente com tampa

 

Etapas:

 

***Primeiro dia

- Retirar peixe do saquinho e imediatamente colocá-lo no recipiente com 1 L (para peixes de pequeno porte como um peixe-palhaço) de água salgada.

- No mesmo frasco, adicionar formaldeído em concentração final de 150 mg L-1 (0,15 mL por L se estiver usando formaldeído 36-38%). Manter por 1 hora.

- Remover o peixe e dar um banho de água deionizada (temperatura ambiente, não precisa equilibrar o pH) por 2 minutos.

- Colocar o peixe em um sistema de quarentena recirculado (com sump), contendo: bomba de recalque, skimmer, aquecedor, iluminação (qualquer tipo), reposição de água doce. Trate com o mesmo cuidado que tomaria com uma bateria de peixes normal.

- Adicionar ao sistema o sulfato de cobre (CuSO4) para que os íons cobre (Cu+2) fiquem em concentração final de 0,2 mg L-1

*Se for usar a receita da Eco-Reef, use 2,5 mL para cada 100 L de água salgada.

 

***Quarto dia

- Retire o peixe do frasco e repita o banho de formaldeído

- Devolva o peixe ao sistema de quarentena.

 

***Sétimo dia

- Repetir banho de formaldeído

- Repetir banho de água deionizada

Peixe está liberado para entrar na bateria de venda

 

Observações:

- meça o cobre diariamente (muito importante!) e reponha sempre que necessário.

- mantenha amônia total abaixo de 1 mg L-1 e nitrito abaixo de 0,05 mg L-1; fosfato e nitrato não deverão acumular neste protocolo.

- alimente bem os peixes.

- certifique-se de que há espaço confortável para todos os peixes.


Ração para peixes marinhos

ddddPessoal, muitos se perguntam sobre qual é a melhor ração para o peixe marinho. Primeiro, deve se conhecer a dieta da espécie de interesse, se é carnívoro, onívoro, etc. Isto sabido, a ração deve possuir bom desempenho em todas as seguintes categorias: atratividade (o peixe deve se interessar e atrair pela ração), palatabilidade (deve ser palatável, “gostoso”), digestibilidade (não basta ingerir; tem que ser algo que ele consiga digerir em sua maioria) e valor nutricional. Na hora de escolher, procure rações granuladas ou peletizadas (de maneira que os compostos lábeis não tenham sido perdidos), com cheiro de peixe seco (indica a presença de farinha de peixe, um importante ingrediente), coloração avermelhada (indica a potencial presença de astaxantina) e composta majoritariamente por ingredientes de origem marinha.


Tridacnas

As principais espécies de tridacnídeosAs principais espécies de tridacnídeos

 A Eco-Reef possui uma relação bastante estreita com tridacnas e seu cultivo. Nunca fizemos comercialmente, porém várias vezes em caráter acadêmico e experimental. Enfim, vocês conhecem as principais espécies de tridacnas? É possível diferenciá-las pela morfologia do manto, mas o principal órgão de caráter taxonômico é a valva (concha). Vejam as fotos acima para saberem como distingüí-las!


Recifes amazônicos

Recifez amazônicos (Moura et al., 2016) - Science AdvancesRecifez amazônicos (Moura et al., 2016) - Science AdvancesPessoal, recentemente foi descoberto um novo recife brasileiro e um dos maiores do mundo (Moura et al., 2016 - Science Advances). Curiosamente, abaixo da pluma da foz do Rio Amazonas. Trata-se de um rodolito, um recife que, apesar de possuir corais, é composto predominantemente por algas calcáreas. O recife está localizado abaixo de uma camada de água bastante túrbida e em um ambiente organicamente enriquecido - o que, de modo geral, dificulta o desenvolvimento de um sistema carbonático. Muitas espécies novas de esponjas (um dos grupos mais abundantes) foram descritas e muitas caras conhecidas  dos aquaristas como o Holacanthus ciliarisChaetodon sedentarius e outros peixes também foram encontradas.


Blue-Ringed Octopus

http://animalia-life.club/other/greater-blue-ringed-octopus.htmlhttp://animalia-life.club/other/greater-blue-ringed-octopus.htmlVocês conhecem o polvo Hapalochlaena lunulata (Blue-Ringed Octopus)? Lindo e perfeito para os nossos reefs, certo? Só que não. Sua picada gera paralisia respiratória e pode ser fatal para humanos! Portanto... vamos observar somente na natureza!


Maré vermelha

http://www.lovethesepics.com/2013/03/red-tide-phenomenon-in-rainbow-of-algal-bloom-colors-38-pics/http://www.lovethesepics.com/2013/03/red-tide-phenomenon-in-rainbow-of-algal-bloom-colors-38-pics/Conhecem o termo “maré vermelha”? É um evento de afloramento e crescimento de dinoflagelados planctônicos de coloração avermelhada/amarronzada. Normalmente esses eventos são causados por eutrofização (excesso de nutrientes), ressurgência costeira e outros processos oceanográficos. Dependendo da espécie de dinoflagelado, pode contaminar peixes e causar mal-estar para seres humanos que se alimentarem de pescados.


Estrela-Coroa-de-Espinhos

https://en.ird.fr/the-media-centre/scientific-newssheets/420-on-the-trail-of-the-coral-killing-starfishhttps://en.ird.fr/the-media-centre/scientific-newssheets/420-on-the-trail-of-the-coral-killing-starfishA Estrela-Coroa-de-Espinhos (Acanthaster planci) é uma das mais curiosas espécies de estrelas-do-mar. No entanto, é uma famosa coralívora (predadora de corais), e responsável por devastar recifes. Inclusive, programas ambientais do Oceano Pacífico recomendam a coleta e destruição deste organismo. Veja na foto ao lado um indivíduo de A. planci se alimentando de corais acroporídeos.


Corais que se enterram

(Sentoku et al., 2016 – Scientific Reports)(Sentoku et al., 2016 – Scientific Reports)Assim como existem corais zooxantelados (e, portanto, indiretamente fotossintéticos), também existem corais azooxantelados, que não possuem zooxantelas e dependem de alimentação heterotrófica. E dentre eles, temos esta interessante espécie chamada Deltocyathoides orientalis, que recentemente foi descrita (Sentoku et al., 2016, Sci Rep) como uma espécie que se enterra e mantém apenas os tentáculos expostos para capturar as suas presas.


Doenças de peixes marinhos

Fish Disease: Diagnosis and Treatment (Noga, E.J., Wiley-Blackwell)Fish Disease: Diagnosis and Treatment (Noga, E.J., Wiley-Blackwell)Pessoal, um dos grandes problemas da aquariofilia marinha brasileira, infelizmente, é a falta de informação no combate às doenças. Parasitas como Amyloodinium ocellatumCryptocaryon irritans e Brooklynella hostilis frequentemente devastam aquários. Por isso, a Eco-Reef pede para os aquaristas para que busquem fontes CONFIÁVEIS. A melhor delas, e aqui recomendada, é o livro do Prof. Dr. Edward Noga, chamado Fish Disease: Diagnosis and Treatment. Vamos melhorar o hobby e sermos responsáveis com os organismos. Compartilhem!

https://www.amazon.com/FISH-DISEASE-DIAGNOSIS-TREATMENT-2ND/dp/8126550694/ref=mt_paperback?_encoding=UTF8&me=


Invertebrados pouco conhecidos - Tardígrados

Tardígrado (http://palaeos.com/metazoa/ecdysozoa/tardigrada/)Tardígrado (http://palaeos.com/metazoa/ecdysozoa/tardigrada/)Tardígrados, ou "ursos aquáticos", são pequenos organismos encontrados em ambientes úmidos e aquáticos (tanto continentais quanto marinhos). Eles toleram uma impressionante variação de temperatura, de -272 até 150ºC! São encontrados em regiões polares e até vulcânicas!