Peixes-papagaio

[i]Bolbometopon muricatum[/i] (http://fishesofaustralia.net.au/home/species/387)Bolbometopon muricatum (http://fishesofaustralia.net.au/home/species/387)Peixes-papagaio são muito importantes para a manutenção da saúde de um recife de corais. Isso porque são espécies herbívoras, que controlam a população de macroalgas, que são os principais competidores por recursos (como luz) e espaço com os corais. O peixe abaixo, Bolbometopon muricatum, é um peixe-papagaio que atinge até 130 cm de comprimento e é uma espécie fundamental para o controle do crescimento algal em recifes do Indo-Pacífico.


Invertebrados pouco conhecidos - Priapulida

Priapulida (http://metazoaevolution.blogspot.com.br)Priapulida (http://metazoaevolution.blogspot.com.br)Você conhece o organismo ao lado? Trata-se de um priapulídeo, que, embora desconhecido, é um organismo vermiforme bastante abundante em ambientes marinhos com substrato muito fino (lama ou silte). Os priapulídeos são bastante antigos, com fósseis datados do Período Cambriano. 


Branqueamento

Recife de corais branqueado (http://sites.psu.edu/ichen/wp-content/uploads/sites/38297/2016/04/coralbleaching.jpg)Recife de corais branqueado (http://sites.psu.edu/ichen/wp-content/uploads/sites/38297/2016/04/coralbleaching.jpg)Você sabia que atualmente a principal ameaça aos recifes de corais é o fenômeno chamado de “branqueamento”? Isso acontece por conta do aquecimento global e subsequente aumento da temperatura da coluna d’água. Como consequência, os corais perdem as zooxantelas de seus tecidos e morrem. Com a mortalidade, sobra apenas o seu esqueleto branco, daí o nome de “branqueamento”.


Gorgônias e fármacos

[i]Phyllogorgia dilatata[/i] (Coral Vivo - https://www.pinterest.com/pin/382383824590455990/)Phyllogorgia dilatata (Coral Vivo - https://www.pinterest.com/pin/382383824590455990/)A Phyllogorgia dilatata é uma espécie de gorgônia bastante abundante no Brasil. Recentemente, pesquisadores do excelente grupo de pesquisas Coral Vivo (http://coralvivo.org.br/) publicaram um artigo científico (de Lima et al., 2013 – Protein Pept Lett) que mostra que o extrato de tecido de  P. dilatata contém poder antibacteriano, com relevante potencial farmacológico.


Halimeda

[i]Halimeda incrassata[/i] (http://biogeodb.stri.si.edu/bioinformatics/dfmfiles/files/c/23924/23924.jpg)Halimeda incrassata (http://biogeodb.stri.si.edu/bioinformatics/dfmfiles/files/c/23924/23924.jpg)Um dos principais tipos de substratos que usamos em nossos aquários é a Halimeda. Você sabia que a Halimeda, na realidade, é uma alga calcárea? O que usamos em nosso aquários é apenas o seu “esqueleto” de carbonato de cálcio, já sem vida e pigmentação. Em Guarapari temos um grande banco de algas calcáreas que possui bastante Halimeda spp.


Corais Brasileiros Parte 10 - Favia leptophylla

[i]Favia leptophylla[/i] (http://coral.aims.gov.au/factsheet.jsp?speciesCode=0680)Favia leptophylla (http://coral.aims.gov.au/factsheet.jsp?speciesCode=0680)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Favia leptophylla, uma espécie endêmica da costa brasileira e encontrada no estado da Bahia. A F. leptophylla é uma espécie que incuba as suas larvas dentro do pólipo e só são liberadas quando estão mais robustas e com maiores chances de sobrevivência. 


Filtro Biológico

Anéis de cerâmica são excelentes para o alojamento de bactérias denitrificantes.Anéis de cerâmica são excelentes para o alojamento de bactérias denitrificantes.O filtro biológico é uma coisa fundamental em aquários; a sua função é remover nutrientes indesejados como nitrato e amônia. O filtro biológico ou biofiltro consiste em mantermos um substrato com grande área de superfície aonde se alojarão bactérias denitrificantes (tipicamente dos gêneros Nitrospira, Nitrosomonas e Nitrobacter). Essas bactérias fazem a oxidação e consumo dos nutrientes.


Corais Brasileiros Parte 9 - Meandrina danae

Exemplar de [i]Meandrina danae[/i] fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Exemplar de Meandrina danae fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Meandrina danae (antigamente M. braziliensis), também conhecida como Pedra-de-Iemanjá. Este coral é tipicamente encontrado em águas rasas do Nordeste, mas já foi encontrado em grandes profundidades (até 60 m) em quase toda a costa brasileira. Durante a noite expande os seus tentáculos e se alimenta de zooplâncton.


Sobre a água-viva Cassiopea

......A Cassiopea é uma água-viva bastante incomum; ela divergiu evolutivamente das demais águas-vivas ao se tornar bentônica (habita o substrato e não acoluna d'água) e simbiótica com zooxantelas. Por conta disso, ela não é uma espécie predadora e não "queima" os humanos. Ela até é capaz de comer outros organismos, mas apenas pequenos organismos planctônicos (como copépodes e náuplios de artêmia).

 

Esta espécie é totalmente "reef safe" e não faz mal para nenhum outro habitante de aquários marinhas. No entanto, deve-se tomar alguns cuidados ao mantê-las em aquários: em especial, não se pode ter bombas submersas (podem sugar a Cassiopea) nem anêmonas (estas comem a Cassiopea). Nós recomendamos que a Cassiopea seja mantida em aquários nano, para que ela sempre fique à vista do aquarista. Como trata-se de um organismo zooxanetlado, é necessária uma boa iluminação, da mesma maneira que se usa para corais.

 

Por ser bentônica, a Cassiopea pode ser mantida em aquários quadrados/retangulares, sem a necessidade de áquarios redondos. A Cassiopea é tão resistente que pode ser mantida em aquários de volumes bastante reduzidos, de até 3 L (isso mesmo, três litros). Desde que se tenha uma entrada de ar, iluminação e a água seja trocada a cada 15 dias.

 


Tudo sobre o uso do nudibrânquio Berghia para combater as Aiptasias

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Prezados, nesta longa postagem iremos explicar tudo sobre o uso das Berghias no combate às aiptasias.Vamos por partes: primeiramente lembro que uma única Berghia dá conta somente de uma leve infestação (cerca de 20 aiptasias). Portanto, uma infestação de aproximadamente 80 aiptasias deve ser combatida com 4 berghias. 

 

No entanto, um par de Berghias, na maioria dos casos, pode erradicar uma população inteira de aiptasias. Isso porque esses organismos são hermafroditas simultâneos (isto significa que quaisquer dois indivíduos irão formar um par e desovar) e desovam um cordão de ovos que contém 100-300 embriões. Porém, a erradicação não será imediata - eles demorarão cerca de uma semana para desovar após serem introduzidos no aquário (tempo de aclimatação). Após a desova, o desenvolvimento embrionário do cordão de ovos dura 10-12 dias (dependendo da temperatura). Uma vez que a larva ou o juvenil eclode (os dois podem ocorrer), eles se alimentam de microscópicos pedaços do pé (base) da aiptasia. Até ele ser capaz de comer uma aiptasia inteira, demora cerca de duas semanas.

 

Portanto, a solução não virá em menos do que cerca de 45 dias se apenas duas Berghias forem adquiridas e a infestação for maior do que 40 aiptasias. Já no caso da compra de 4 ou mais berghias, certamente ocorrerá a erradicação pois o número de berghias jovens será bastante elevado.

 

Quando as aiptasias acabarem, eles lentamente morrem de fome. Eles não aceitam nenhum tipo de ração ou outro organismo como alimento. Com relação aos predadores: apenas camarões e Wrasses. O único momento de vulnerabilidade é na soltura - ressaltamos que o processo de soltura deve ser feito conforme as recomendações.

 

PS: veja os vídeos a seguir.