Corais Brasileiros Parte 4 - Scolymia wellsi

Exemplar de [i]Scolymia wellsi[/i] fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Exemplar de Scolymia wellsi fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Scolymia wellsi, também conhecida como Esmeralda. Este coral possui um único e solitário pólipo, tipicamente de cor verde ou roxa. Encontrado tipicamente no nordeste e em Guarapari (ES), este coral é uma das duas únicas espécies de corais duros encontradas no famoso Arquipélago de São Pedro e São Paulo (território oceânico brasileiro, localizado no meio do Oceano Atlântico), juntamente com Madracis decactis.


Corais Brasileiros Parte 3 - Mussismilia harttii

Exemplar de [i]Mussismilia harttii[/i] fotografado no Recife de Fora, Bahia; note o poliqueta [i]Spirobranchus giganteus[/i] entre os pólipos. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Exemplar de Mussismilia harttii fotografado no Recife de Fora, Bahia; note o poliqueta Spirobranchus giganteus entre os pólipos. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Mussismilia harttii, da família Mussidae, que pertence a um gênero que existe somente na costa brasileira. Além de M. harttii, estão neste gênero a M. hispida (mencionada em uma das postagens anteriores) e a M. braziliensis. A M. harttii ocorre no nordeste brasileiro e é fácil de ser diferenciada das outras duas espécies, pois possui pólipos mais separados.


Leptocephalus

Larva Leptocephalus de moréia (http://australianmuseum.net.au/blogpost/science/large-muraenid-leptocephali)Larva Leptocephalus de moréia (http://australianmuseum.net.au/blogpost/science/large-muraenid-leptocephali)Moréias são peixes, e como a grande maioria dos peixes, ela possui desenvolvimento larval. Veja ao lado uma foto de uma larva de moréia, que leva o nome de Leptocephalus. Esse organismo foi fotografado na Indonésia e estava próximo de realizar a metamorfose e se tornar um juvenil.


Corais Brasileiros Parte 2 - Montastraea cavernosa

[i]Montastraea cavernosa[/i] (http://coral.aims.gov.au/factsheet.jsp?speciesCode=0589)Montastraea cavernosa (http://coral.aims.gov.au/factsheet.jsp?speciesCode=0589)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Montastraea cavernosa, um coral duro encontrado não só no Brasil, mas também na região do Caribe e América Central. Esta espécie forma colônias grandes e massivas, sendo importantes construtores de recifes. Outra curiosidade é o fato de serem predadores noturnos que se alimentam de pequenos crustáceos através da expansão de seus tentáculos.


Corais Brasileiros Parte 1 - Mussismilia hispida

Exemplar de [i]Mussismilia hispida[/i] fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Exemplar de Mussismilia hispida fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Prezados colegas: em uma postagem anterior mencionamos a grande diversidade dos corais no Oceano Pacífico. Pois bem, começaremos agora uma série de postagens sobre corais brasileiros. O propósito é mostrar os corais nativos de nossa costa aos aquaristas, que estão mais familiarizados com os corais estrangeiros. O nosso intuito é educacional e não procura incentivar a coleta (muito pelo contrário). O primeiro post é a sobre a Mussismilia hispida, um coral duro do tipo cérebro que é encontrado em quase toda a costa brasileira (de SP até a região Norte). 


Por que o Pacífico é mais diverso do que o Atlântico?

A Grande Barreira de Corais, localizada no Oceano Pacífico (ao nordeste da Austrália), possui a maior biodiversidade marinha do planeta (http://www.greatbarrierreef.org/)A Grande Barreira de Corais, localizada no Oceano Pacífico (ao nordeste da Austrália), possui a maior biodiversidade marinha do planeta (http://www.greatbarrierreef.org/)Vocês já notaram que existem muito mais espécies de peixes e invertebrados ornamentais no Oceano Pacífico do que no Oceano Atlântico? Por exemplo, no Oceano Atlântico temos 75 espécies de corais duros, enquanto no Oceano Pacífico existem mais de 500! Isso ocorre porque o Oceano Atlântico é muito mais novo e possui “apenas” 200 milhões de anos e teve muito menos tempo para as suas espécies recifais evoluírem e diversificarem.


Completado o ciclo larval do Yellow Tang!

Juvenis de [i]Z. flavescens[/i] produzidos no Oceanic Institute, Hawaii Pacific University (https://seaworldcares.com/2015/10/one-small-fry-for-rising-tide-one-giant-leap-for-marine-aquaculture/)Juvenis de Z. flavescens produzidos no Oceanic Institute, Hawaii Pacific University (https://seaworldcares.com/2015/10/one-small-fry-for-rising-tide-one-giant-leap-for-marine-aquaculture/)Há alguns meses havíamos mencionado que um grupo de pesquisadores da Hawaii Pacific University estava perto de fechar o ciclo larval do Yellow Tang (Zebrasoma flavescens). Pois bem, eles conseguiram! Com muita paciência e anos de condicionamento de reprodutores e testes com o desenvolvimento larval, finalmente esses organismos foram produzidos em cativeiro. Essa novidade foi divulgada no congresso World Aquaculture Society em Las Vegas, aonde a equipe da Eco-Reef esteve e contribuiu com trabalhos científicos. Agora o próximo passo é a produção em escala comercial e a restrição da coleta! 


Salpas são nossos parentes

 

Salpa solitária do gênero [i]Thalia[/i] (Cebimar-USP: http://cebimar.usp.br/index.php/pt/)Salpa solitária do gênero Thalia (Cebimar-USP: http://cebimar.usp.br/index.php/pt/)Você sabia que o organismo da foto ao lado é um parente mais próximo de você do que um polvo ou um camarão? Trata-se de uma salpa, um organismo gelatinoso do zooplâncton. Assim como os humanos, as salpas pertencem ao filo Chordata. Neste grupo estão os organismos que em algum momento de seu desenvolvimento possuem uma notocorda, além de outros órgãos de nomes mais difíceis como fendas faríngeas e cauda pós-anal (sim, os humanos também possuem esses órgãos – mas apenas durante o desenvolvimento embrionário).

 


Ovos de Pseudochromis

Ovos de [i]Pseudochromis aldabraensis[/i] (Mies [i]et al[/i]. 2014, Spawning behaviour and activity in seven species of ornamental dottybacks (Teleostei: Pseudochromidae). [i]Journal of Zoo and Aquarium Research[/i], 2:117-122)Ovos de Pseudochromis aldabraensis (Mies et al. 2014, Spawning behaviour and activity in seven species of ornamental dottybacks (Teleostei: Pseudochromidae). Journal of Zoo and Aquarium Research, 2:117-122)Pseudochromis, assim como peixes-palhaço e donzelas, são peixes desovadores demersais (isto é, a sua desova fica depositada sobre o substrato). No entanto, diferentemente de palhaços e donzelas, seus ovos não ficam aderidos ao substrato. Os Pseudochromidae formam uma massa (contendo até 2.000 ovos) cujos ovos ficam aderidos por filamentos adesivos (“AT” na foto ao lado). Veja uma massa aos 5 dias de vida contendo embriões prestes a eclodir.

 


Larva filossoma

Larva filossoma de lagostas (http://natureofnature.tumblr.com/image/16479496385)Larva filossoma de lagostas (http://natureofnature.tumblr.com/image/16479496385)

 

Crustáceos são organismos que tipicamente possuem pelo menos um estágio larval durante a sua vida. Lagostas possuem um tipo larval particularmente diferente, chamado de larva filossoma. As larvas filossoma passam cerca de um ano no plâncton (flutuando na coluna d’água), antes de se tornarem pequenas lagostas juvenis. Por conta desse longo desenvolvimento larval, o cultivo de lagostas é difícil e muito caro, o que faz o seu cultivo em escala comercial estar longe da realidade.