Corais Brasileiros Parte 2 - Montastraea cavernosa

[i]Montastraea cavernosa[/i] (http://coral.aims.gov.au/factsheet.jsp?speciesCode=0589)Montastraea cavernosa (http://coral.aims.gov.au/factsheet.jsp?speciesCode=0589)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Montastraea cavernosa, um coral duro encontrado não só no Brasil, mas também na região do Caribe e América Central. Esta espécie forma colônias grandes e massivas, sendo importantes construtores de recifes. Outra curiosidade é o fato de serem predadores noturnos que se alimentam de pequenos crustáceos através da expansão de seus tentáculos.


Corais Brasileiros Parte 1 - Mussismilia hispida

Exemplar de [i]Mussismilia hispida[/i] fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Exemplar de Mussismilia hispida fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Prezados colegas: em uma postagem anterior mencionamos a grande diversidade dos corais no Oceano Pacífico. Pois bem, começaremos agora uma série de postagens sobre corais brasileiros. O propósito é mostrar os corais nativos de nossa costa aos aquaristas, que estão mais familiarizados com os corais estrangeiros. O nosso intuito é educacional e não procura incentivar a coleta (muito pelo contrário). O primeiro post é a sobre a Mussismilia hispida, um coral duro do tipo cérebro que é encontrado em quase toda a costa brasileira (de SP até a região Norte). 


Por que o Pacífico é mais diverso do que o Atlântico?

A Grande Barreira de Corais, localizada no Oceano Pacífico (ao nordeste da Austrália), possui a maior biodiversidade marinha do planeta (http://www.greatbarrierreef.org/)A Grande Barreira de Corais, localizada no Oceano Pacífico (ao nordeste da Austrália), possui a maior biodiversidade marinha do planeta (http://www.greatbarrierreef.org/)Vocês já notaram que existem muito mais espécies de peixes e invertebrados ornamentais no Oceano Pacífico do que no Oceano Atlântico? Por exemplo, no Oceano Atlântico temos 75 espécies de corais duros, enquanto no Oceano Pacífico existem mais de 500! Isso ocorre porque o Oceano Atlântico é muito mais novo e possui “apenas” 200 milhões de anos e teve muito menos tempo para as suas espécies recifais evoluírem e diversificarem.


Completado o ciclo larval do Yellow Tang!

Juvenis de [i]Z. flavescens[/i] produzidos no Oceanic Institute, Hawaii Pacific University (https://seaworldcares.com/2015/10/one-small-fry-for-rising-tide-one-giant-leap-for-marine-aquaculture/)Juvenis de Z. flavescens produzidos no Oceanic Institute, Hawaii Pacific University (https://seaworldcares.com/2015/10/one-small-fry-for-rising-tide-one-giant-leap-for-marine-aquaculture/)Há alguns meses havíamos mencionado que um grupo de pesquisadores da Hawaii Pacific University estava perto de fechar o ciclo larval do Yellow Tang (Zebrasoma flavescens). Pois bem, eles conseguiram! Com muita paciência e anos de condicionamento de reprodutores e testes com o desenvolvimento larval, finalmente esses organismos foram produzidos em cativeiro. Essa novidade foi divulgada no congresso World Aquaculture Society em Las Vegas, aonde a equipe da Eco-Reef esteve e contribuiu com trabalhos científicos. Agora o próximo passo é a produção em escala comercial e a restrição da coleta! 


Salpas são nossos parentes

 

Salpa solitária do gênero [i]Thalia[/i] (Cebimar-USP: http://cebimar.usp.br/index.php/pt/)Salpa solitária do gênero Thalia (Cebimar-USP: http://cebimar.usp.br/index.php/pt/)Você sabia que o organismo da foto ao lado é um parente mais próximo de você do que um polvo ou um camarão? Trata-se de uma salpa, um organismo gelatinoso do zooplâncton. Assim como os humanos, as salpas pertencem ao filo Chordata. Neste grupo estão os organismos que em algum momento de seu desenvolvimento possuem uma notocorda, além de outros órgãos de nomes mais difíceis como fendas faríngeas e cauda pós-anal (sim, os humanos também possuem esses órgãos – mas apenas durante o desenvolvimento embrionário).

 


Ovos de Pseudochromis

Ovos de [i]Pseudochromis aldabraensis[/i] (Mies [i]et al[/i]. 2014, Spawning behaviour and activity in seven species of ornamental dottybacks (Teleostei: Pseudochromidae). [i]Journal of Zoo and Aquarium Research[/i], 2:117-122)Ovos de Pseudochromis aldabraensis (Mies et al. 2014, Spawning behaviour and activity in seven species of ornamental dottybacks (Teleostei: Pseudochromidae). Journal of Zoo and Aquarium Research, 2:117-122)Pseudochromis, assim como peixes-palhaço e donzelas, são peixes desovadores demersais (isto é, a sua desova fica depositada sobre o substrato). No entanto, diferentemente de palhaços e donzelas, seus ovos não ficam aderidos ao substrato. Os Pseudochromidae formam uma massa (contendo até 2.000 ovos) cujos ovos ficam aderidos por filamentos adesivos (“AT” na foto ao lado). Veja uma massa aos 5 dias de vida contendo embriões prestes a eclodir.

 


Larva filossoma

Larva filossoma de lagostas (http://natureofnature.tumblr.com/image/16479496385)Larva filossoma de lagostas (http://natureofnature.tumblr.com/image/16479496385)

 

Crustáceos são organismos que tipicamente possuem pelo menos um estágio larval durante a sua vida. Lagostas possuem um tipo larval particularmente diferente, chamado de larva filossoma. As larvas filossoma passam cerca de um ano no plâncton (flutuando na coluna d’água), antes de se tornarem pequenas lagostas juvenis. Por conta desse longo desenvolvimento larval, o cultivo de lagostas é difícil e muito caro, o que faz o seu cultivo em escala comercial estar longe da realidade.


Arquipélago de São Pedro e São Paulo

Espécimes endêmicos de [i]Holacanthus ciliaris[/i] com coloração atípica (JC Joyeux [i]et al[/i]. 2008, Biogeography of tropical reef fishes: the South Atlantic puzzle. [i]Journal of Biogeography[/i], 28:831-841)Espécimes endêmicos de Holacanthus ciliaris com coloração atípica (JC Joyeux et al. 2008, Biogeography of tropical reef fishes: the South Atlantic puzzle. Journal of Biogeography, 28:831-841)

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP) é um território oceânico brasileiro, localizado no meio do Oceano Atlântico, entre a América do Sul e a África. Ele é composto por cerca de 15 rochedos e abriga um dos mais peculiares recifes de corais do planeta. Por estar isolado do continente há milhões de anos, o ASPSP possui uma fauna bastante endêmica (restrita àquela região), como estes espécimes azulado e albino do Peixe-Anjo Rainha, o Holacanthus ciliaris.


Yellow Tang

Larva de [i]Z. flavescens[/i] cultivada pela Hawaii Pacific University ([url]http://risingtideconservation.blogspot.com.br/2015/10/update-yellow-tang-progress-at-oceanic.html[/url]).Larva de Z. flavescens cultivada pela Hawaii Pacific University (http://risingtideconservation.blogspot.com.br/2015/10/update-yellow-tang-progress-at-oceanic.html).

Você sabia que o Zebrasoma flavescens (Yellow Tang) é o terceiro peixe marinho mais comercializado no mundo? No entanto, infelizmente, todos os espécimes que estão em nossos aquários são coletados no Havaí. Até hoje, ninguém conseguiu fechar o ciclo larval do Yellow Tang com sucesso. Os melhores resultados vêm da Hawaii Pacific University, aonde conseguiu-se cultivar larvas até 70 dias de vida, porém sem realizar a metamorfose.

 


Riftia

Espécimes de [i]R. pachyptila[/i] (Monterey Bay Aquarium, 2003, [url]http://www.mbari.org/science/upper-ocean-systems/molecular-ecology/[/url]).Espécimes de R. pachyptila (Monterey Bay Aquarium, 2003, http://www.mbari.org/science/upper-ocean-systems/molecular-ecology/).

Você conhece o organismo na foto abaixo? Ele foi encontrado pela primeira vez há cerca de 35 anos, a mais de 1.000 m de profundidade. Trata-se da Riftia pachyptila, um poliqueta de oceano profundo que possui simbiose com bactérias que utilizam enxofre como fonte de alimento. A Riftia possui um tubo que atinge mais de 2 m de comprimento e é encontrada em fontes hidrotermais no Oceano Pacífico.