Tipos de recifes de corais

http://www.marinebio.net/marinescience/04benthon/crform.htmhttp://www.marinebio.net/marinescience/04benthon/crform.htmVocês sabiam que existem três tipos básicos de recifes? Recife de franja, recife de barreira e recife de atol. Os três partem da mesma formação geológica: uma ilha. Conforme a ilha subside (afunda) ou o nível do mar se eleva, são produzidos estes três diferentes tipos de recifes. No caso do recife de franja, a construção recifal está imediamente próxima à praia; no caso do recife de barreira, está um pouco afastada, formando uma barreira. E no último caso (atol), a ilha subsidiu totalmente e sobrou somente a construção recifal.


Peixes endêmicos da costa Brasileira

Thalassoma noronhanum (http://www.fishbase.org/photos/PicturesSummary.php?StartRow=1&ID=27235&what=species&TotRec=4)Thalassoma noronhanum (http://www.fishbase.org/photos/PicturesSummary.php?StartRow=1&ID=27235&what=species&TotRec=4)Organismos endêmicos são aqueles que são restritos a uma determinada área geográfica – ocorrem somente por lá. E o Brasil possui vários peixes endêmicos de sua costa e recifes de corais, como o Thalassoma noronhanum (foto ao lado), o Gramma brasiliensis e o Elacatinus figaro (Yellow Neon Goby, produzido pela Eco-Reef!), entre outros. 


Larvas

Larva do poliqueto <i>Phragmatopoma lapidosa</i>. Foto de Paulo Sumida e Miguel MiesLarva do poliqueto <i>Phragmatopoma lapidosa</i>. Foto de Paulo Sumida e Miguel MiesMuitos de vocês devem ouvir o termo “larva” por aí, mas poucos verdadeiramente sabem o que é uma larva. Pois bem, a larva é um estágio de desenvolvimento que apenas certos grupos de animais apresentam. É distintivo por ser morfologicamente bastante diferente do adulto, também por tipicamente apresentar hábitos de vida e alimentares também diferentes. Eventualmente, as larvas sofrem a metamorfose, quando sua morfologia e hábitos mudam drasticamente em pouco tempo, as tornando similares aos adultos, mas ainda imaturas – portanto, juvenis.

Por exemplo: uma larva de um poliqueta não possui tubo, apresenta estruturas natatórias, habita o plâncton (coluna d’água) e normalmente se alimenta do vitelo. Já o adulto possui tubo calcáreo (no caso dos Serpulidae), possui reduzida capacidade de locomoção, habita o bentos (substrato), e se alimenta de fitoplâncton e material orgânico particulado e dissolvido.


Protocolo de Quarentena para Aquaristas

Pessoal, aqui divulgaremos o protocolo de quarentenamento de peixes da Eco-Reef:

 

Material necessário:

Sulfato de cobre (CuSO4)

- Receita manipulada da Eco-Reef: 1000 mL de água destilada, 39 g de CuSO4 pentahidratado e 2,5 g de ácido cítrico

Formalina (formaldeído 37% em solução aquosa)

Água doce deionizada

03 frascos de vidro com tampa

Compressor de ar, 02 mangueiras de silicone e 02 pedras porosas

 

Etapas:

 

***Primeiro dia

- Retirar peixe do saquinho e imediatamente colocá-lo em um frasco (A) com 1 L (para peixes de pequeno porte como um peixe-palhaço) de água salgada.

- No mesmo frasco, adicionar formaldeído em concentração final de 150 mg L-1 (0,15 mL por L se estiver usando formaldeído 36-38%). Manter por 1 hora.

- Remover o peixe e dar um banho de água deionizada (temperatura ambiente, não precisa equilibrar o pH) por 2 minutos.

- Colocar o peixe em um novo frasco (B) com 1 L de água salgada, com pedra porosa conectada ao compressor de ar. 

- Adicionar ao frasco B o sulfato de cobre (CuSO4) para que os íons cobre (Cu+2) fiquem em concentração final de 0,2 mg L-1

*Se for usar a receita da Eco-Reef, pegue 1 mL da receita de cobre e adicione 100 mL de água deionizada. Misture e pegue 2,5 mL dessa solução e coloque no frasco B com o peixe.

 

***Segundo dia

- Adicione mais 2,5 mL da solução de cobre ao frasco B.

 

***Terceiro dia

- Transfira o peixe para um novo frasco (C) com água salgada e uma nova pedra porosa. Adicione 2,5 mL da solução de cobre. Pegue o frasco B, sua mangueira e pedra e deixe mergulhado em álcool.

 

***Quarto dia

- Retire o peixe do frasco e repita o banho de formaldeído

- Devolva o peixe ao frasco e adicione 2,5 mL da solução de cobre.

 

***Quinto dia:

- Pegue o frasco B, sua pedra e mangueira e enxagüe muito bem em água doce. Secar bem.

- Transfira o peixe de volta para o frasco B, com água salgada nova.

- Adicionar 2,5 mL da solução de cobre.

 

***Sexto dia:

- Adicionar 2,5 mL da solução de cobre.

 

***Sétimo dia

- Repetir banho de formaldeído

- Repetir banho de água deionizada

- Peixe está liberado para entrar no aquário

 

Observações:

- não é necessário fazer teste de cobre.

- alimente apenas uma vez por dia.


Palhaços Misbar

Palhaço Misbar de Black OcellarisPalhaço Misbar de Black OcellarisPessoal, vocês sabem o que é um palhaço "misbar"? É simples: é apenas um palhaço que perdeu uma ou mais de suas faixas.
Existem palhaços misbar comuns (de ocellaris comum) e também misbar de variedades designer (snowflake, black ice, etc.)
No entanto, saibam que um misbar de black ocellaris é diferente de um black ocellaris. Normalmente, é um peixe um pouco menos nobre e um pouco mais barato. Ainda assim, ocasionalmente algumas variedades bastante raras de misbar são produzidas e comercializadas por um valor mais alto.

Ração para peixes marinhos

ddddPessoal, muitos se perguntam sobre qual é a melhor ração para o peixe marinho. Primeiro, deve se conhecer a dieta da espécie de interesse, se é carnívoro, onívoro, etc. Isto sabido, a ração deve possuir bom desempenho em todas as seguintes categorias: atratividade (o peixe deve se interessar e atrair pela ração), palatabilidade (deve ser palatável, “gostoso”), digestibilidade (não basta ingerir; tem que ser algo que ele consiga digerir em sua maioria) e valor nutricional. Na hora de escolher, procure rações granuladas ou peletizadas (de maneira que os compostos lábeis não tenham sido perdidos), com cheiro de peixe seco (indica a presença de farinha de peixe, um importante ingrediente), coloração avermelhada (indica a potencial presença de astaxantina) e composta majoritariamente por ingredientes de origem marinha.


Tridacnas

As principais espécies de tridacnídeosAs principais espécies de tridacnídeos

 A Eco-Reef possui uma relação bastante estreita com tridacnas e seu cultivo. Nunca fizemos comercialmente, porém várias vezes em caráter acadêmico e experimental. Enfim, vocês conhecem as principais espécies de tridacnas? É possível diferenciá-las pela morfologia do manto, mas o principal órgão de caráter taxonômico é a valva (concha). Vejam as fotos acima para saberem como distingüí-las!


Recifes amazônicos

Recifez amazônicos (Moura et al., 2016) - Science AdvancesRecifez amazônicos (Moura et al., 2016) - Science AdvancesPessoal, recentemente foi descoberto um novo recife brasileiro e um dos maiores do mundo (Moura et al., 2016 - Science Advances). Curiosamente, abaixo da pluma da foz do Rio Amazonas. Trata-se de um rodolito, um recife que, apesar de possuir corais, é composto predominantemente por algas calcáreas. O recife está localizado abaixo de uma camada de água bastante túrbida e em um ambiente organicamente enriquecido - o que, de modo geral, dificulta o desenvolvimento de um sistema carbonático. Muitas espécies novas de esponjas (um dos grupos mais abundantes) foram descritas e muitas caras conhecidas  dos aquaristas como o Holacanthus ciliarisChaetodon sedentarius e outros peixes também foram encontradas.


Blue-Ringed Octopus

http://animalia-life.club/other/greater-blue-ringed-octopus.htmlhttp://animalia-life.club/other/greater-blue-ringed-octopus.htmlVocês conhecem o polvo Hapalochlaena lunulata (Blue-Ringed Octopus)? Lindo e perfeito para os nossos reefs, certo? Só que não. Sua picada gera paralisia respiratória e pode ser fatal para humanos! Portanto... vamos observar somente na natureza!


Maré vermelha

http://www.lovethesepics.com/2013/03/red-tide-phenomenon-in-rainbow-of-algal-bloom-colors-38-pics/http://www.lovethesepics.com/2013/03/red-tide-phenomenon-in-rainbow-of-algal-bloom-colors-38-pics/Conhecem o termo “maré vermelha”? É um evento de afloramento e crescimento de dinoflagelados planctônicos de coloração avermelhada/amarronzada. Normalmente esses eventos são causados por eutrofização (excesso de nutrientes), ressurgência costeira e outros processos oceanográficos. Dependendo da espécie de dinoflagelado, pode contaminar peixes e causar mal-estar para seres humanos que se alimentarem de pescados.