A Grande Barreira de Corais está morrendo!

https://en.wikipedia.org/wiki/Great_Barrier_Reefhttps://en.wikipedia.org/wiki/Great_Barrier_ReefPrezados, a Grande Barreira de Corais é um patrimônio da humanidade. Com 2.000 km de extensão, foi produzida por corais e pode inclusive ser vista do espaço! No entanto, com os efeitos combinados de aquecimento global, acidificação dos oceanos, sobrepesca e poluição, mais de 90% dela já foi afetada. Lembremos que milhões de pessoas dependem diretamente dos recifes de corais para a sua sobrevivência. Portanto, vamos proteger o meio ambiente, reduzir emissão de CO2 e não poluir!


Recifes de algas calcáreas

(http://waittfoundation.org/postsarchive/discovery-eastern-brazil-is-home-to-the-largest-rhodolith-bed-in-the-world/)(http://waittfoundation.org/postsarchive/discovery-eastern-brazil-is-home-to-the-largest-rhodolith-bed-in-the-world/)Existem recifes de diversos tipos: de corais, de ostras, de poliquetos e de vários outros animais. Mas poucos conhecem os bancos de rodolitos, que são os recifes de algas calcáreas. São ambientes riquíssimos em depósitos de cálcio e muito abundantes no Brasil. Temos eles muito bem distribuídos em nossa plataforma continental, com destaque para os rodolitos de Guarapari, Abrolhos e, recém-descoberto, na foz do Rio Amazonas!


Manguezais

(https://www.iucn.org/news/forests/201706/mapping-global-mangrove-restoration-potential)(https://www.iucn.org/news/forests/201706/mapping-global-mangrove-restoration-potential)Manguezal é um ambiente de água salobra, constituído por árvores adaptadas à presença de sal na água. No Brasil, temos três tipos de árvores dominantes: Avicennia spp. (mangue-negro), Laguncularia racemosa (mangue-branco) e Rhizophora mangle (mangue-vermelho). Manguezais são ricos em matéria orgânica e são um berçário para inúmeras espécies de peixes e invertebrados. Portanto, apesar da aparência (e ocasionalmente cheiro) pouco convidativos, são ecossistemas de crucial importância para a manutenção da vida marinha. Por conta disso, manguezais são protegidos por todo o mundo.


O que é oceanografia?

(https://scripps.ucsd.edu/education/careers)(https://scripps.ucsd.edu/education/careers)Pessoal, vocês sabem qual a diferença entre biologia, biologia marinha e oceanografia? O biólogo estuda a vida, seja em água ou em terra. O biólogo marinho estuda a vida exclusivamente no meio marinho. Já o oceanógrafo, estuda a integração entre quatro áreas: geologia marinha, química marinha, biologia marinha e física marinha.


Pseudochromis "Indigo"

http://www.liveaquaria.com/product/3443/?pcatid=3443http://www.liveaquaria.com/product/3443/?pcatid=3443Alguns de vocês já devem ter ouvido falar do Pseudochromis “Indigo” (foto ao lado). Essa espécie, na realidade, não existe. É um híbrido de Pseudochromis fridmani x Pseudochromis sankeyi. Portanto, como esses peixes são hermafroditas bi-direcionais, quem tiver um de cada em seu aquário fatalmente vai acabar com um casal. No entanto, infelizmente, a Eco-Reef não os produz pois muitos dos juvenis oriundos desse cruzamento saem com coloração indesejada. Além do mais, não há muito interesse do mercado neles...


Corais invasores

https://en.wikipedia.org/wiki/Tubastraeahttps://en.wikipedia.org/wiki/TubastraeaSabiam que temos espécies de corais invasores em nossa costa? Temos a Tubastraea coccinea (o famoso Coral-Sol), que é originário do Indo-Pacífico e está amplamente distribuído no Oceano Atlântico, particularmente abundante na costa da região Sudeste do Brasil. E mais recentemente, há cerca de 6 meses, foi descoberta a presença de Xenia sp., também do Pacífico, em Angra dos Reis! Portanto, vale ressaltar que corais (ou quaisquer outros organismos) exóticos jamais devem ser liberados na natureza.


Tipos de recifes de corais

http://www.marinebio.net/marinescience/04benthon/crform.htmhttp://www.marinebio.net/marinescience/04benthon/crform.htmVocês sabiam que existem três tipos básicos de recifes? Recife de franja, recife de barreira e recife de atol. Os três partem da mesma formação geológica: uma ilha. Conforme a ilha subside (afunda) ou o nível do mar se eleva, são produzidos estes três diferentes tipos de recifes. No caso do recife de franja, a construção recifal está imediamente próxima à praia; no caso do recife de barreira, está um pouco afastada, formando uma barreira. E no último caso (atol), a ilha subsidiu totalmente e sobrou somente a construção recifal.


Peixes endêmicos da costa Brasileira

Thalassoma noronhanum (http://www.fishbase.org/photos/PicturesSummary.php?StartRow=1&ID=27235&what=species&TotRec=4)Thalassoma noronhanum (http://www.fishbase.org/photos/PicturesSummary.php?StartRow=1&ID=27235&what=species&TotRec=4)Organismos endêmicos são aqueles que são restritos a uma determinada área geográfica – ocorrem somente por lá. E o Brasil possui vários peixes endêmicos de sua costa e recifes de corais, como o Thalassoma noronhanum (foto ao lado), o Gramma brasiliensis e o Elacatinus figaro (Yellow Neon Goby, produzido pela Eco-Reef!), entre outros. 


Larvas

Larva do poliqueto <i>Phragmatopoma lapidosa</i>. Foto de Paulo Sumida e Miguel MiesLarva do poliqueto <i>Phragmatopoma lapidosa</i>. Foto de Paulo Sumida e Miguel MiesMuitos de vocês devem ouvir o termo “larva” por aí, mas poucos verdadeiramente sabem o que é uma larva. Pois bem, a larva é um estágio de desenvolvimento que apenas certos grupos de animais apresentam. É distintivo por ser morfologicamente bastante diferente do adulto, também por tipicamente apresentar hábitos de vida e alimentares também diferentes. Eventualmente, as larvas sofrem a metamorfose, quando sua morfologia e hábitos mudam drasticamente em pouco tempo, as tornando similares aos adultos, mas ainda imaturas – portanto, juvenis.

Por exemplo: uma larva de um poliqueta não possui tubo, apresenta estruturas natatórias, habita o plâncton (coluna d’água) e normalmente se alimenta do vitelo. Já o adulto possui tubo calcáreo (no caso dos Serpulidae), possui reduzida capacidade de locomoção, habita o bentos (substrato), e se alimenta de fitoplâncton e material orgânico particulado e dissolvido.


Protocolo de Quarentena para AQUARISTAS

Pessoal, aqui divulgaremos o protocolo de quarentenamento de peixes da Eco-Reef, para AQUARISTAS ou quem vai quarentenar POUCOS peixes:

 

Material necessário:

Sulfato de cobre (CuSO4)

- Receita manipulada da Eco-Reef: 1000 mL de água destilada, 39 g de CuSO4 pentahidratado e 2,5 g de ácido cítrico

Formalina (formaldeído 37% em solução aquosa)

Água doce deionizada

03 frascos de vidro com tampa

Compressor de ar, 02 mangueiras de silicone e 02 pedras porosas

 

Etapas:

 

***Primeiro dia

- Retirar peixe do saquinho e imediatamente colocá-lo em um frasco (A) com 1 L (para peixes de pequeno porte como um peixe-palhaço) de água salgada.

- No mesmo frasco, adicionar formaldeído em concentração final de 150 mg L-1 (0,15 mL por L se estiver usando formaldeído 36-38%). Manter por 1 hora.

- Remover o peixe e dar um banho de água deionizada (temperatura ambiente, não precisa equilibrar o pH) por 2 minutos.

- Colocar o peixe em um novo frasco (B) com 1 L de água salgada, com pedra porosa conectada ao compressor de ar. 

- Adicionar ao frasco B o sulfato de cobre (CuSO4) para que os íons cobre (Cu+2) fiquem em concentração final de 0,2 mg L-1

*Se for usar a receita da Eco-Reef, pegue 1 mL da receita de cobre e adicione 100 mL de água deionizada. Misture e pegue 2,5 mL dessa solução e coloque no frasco B com o peixe.

 

***Segundo dia

- Adicione mais 2,5 mL da solução de cobre ao frasco B.

 

***Terceiro dia

- Transfira o peixe para um novo frasco (C) com água salgada e uma nova pedra porosa. Adicione 2,5 mL da solução de cobre. Pegue o frasco B, sua mangueira e pedra e deixe mergulhado em álcool.

 

***Quarto dia

- Retire o peixe do frasco e repita o banho de formaldeído

- Devolva o peixe ao frasco e adicione 2,5 mL da solução de cobre.

 

***Quinto dia:

- Pegue o frasco B, sua pedra e mangueira e enxagüe muito bem em água doce. Secar bem.

- Transfira o peixe de volta para o frasco B, com água salgada nova.

- Adicionar 2,5 mL da solução de cobre.

 

***Sexto dia:

- Adicionar 2,5 mL da solução de cobre.

 

***Sétimo dia

- Repetir banho de formaldeído

- Repetir banho de água deionizada

- Peixe está liberado para entrar no aquário

 

Observações:

- não é necessário fazer teste de cobre.

- alimente apenas uma vez por dia.