Corais Brasileiros Parte 10 - Favia leptophylla

[i]Favia leptophylla[/i] (http://coral.aims.gov.au/factsheet.jsp?speciesCode=0680)Favia leptophylla (http://coral.aims.gov.au/factsheet.jsp?speciesCode=0680)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Favia leptophylla, uma espécie endêmica da costa brasileira e encontrada no estado da Bahia. A F. leptophylla é uma espécie que incuba as suas larvas dentro do pólipo e só são liberadas quando estão mais robustas e com maiores chances de sobrevivência. 


Filtro Biológico

Anéis de cerâmica são excelentes para o alojamento de bactérias denitrificantes.Anéis de cerâmica são excelentes para o alojamento de bactérias denitrificantes.O filtro biológico é uma coisa fundamental em aquários; a sua função é remover nutrientes indesejados como nitrato e amônia. O filtro biológico ou biofiltro consiste em mantermos um substrato com grande área de superfície aonde se alojarão bactérias denitrificantes (tipicamente dos gêneros Nitrospira, Nitrosomonas e Nitrobacter). Essas bactérias fazem a oxidação e consumo dos nutrientes.


Corais Brasileiros Parte 9 - Meandrina brasiliensis

Exemplar de [i]Meandrina danae[/i] fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Exemplar de Meandrina danae fotografado no Recife de Fora, Bahia. Foto de Arthur Güth, Linda Waters e Miguel Mies (IO-USP)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Meandrina braziliensis), também conhecida como Pedra-de-Iemanjá. Este coral é tipicamente encontrado em águas rasas do Nordeste, mas já foi encontrado em grandes profundidades (até 60 m) em quase toda a costa brasileira. Durante a noite expande os seus tentáculos e se alimenta de zooplâncton.


Sobre a água-viva Cassiopea

......A Cassiopea é uma água-viva bastante incomum; ela divergiu evolutivamente das demais águas-vivas ao se tornar bentônica (habita o substrato e não acoluna d'água) e simbiótica com zooxantelas. Por conta disso, ela não é uma espécie predadora e não "queima" os humanos. Ela até é capaz de comer outros organismos, mas apenas pequenos organismos planctônicos (como copépodes e náuplios de artêmia).

 

Esta espécie é totalmente "reef safe" e não faz mal para nenhum outro habitante de aquários marinhas. No entanto, deve-se tomar alguns cuidados ao mantê-las em aquários: em especial, não se pode ter bombas submersas (podem sugar a Cassiopea) nem anêmonas (estas comem a Cassiopea). Nós recomendamos que a Cassiopea seja mantida em aquários nano, para que ela sempre fique à vista do aquarista. Como trata-se de um organismo zooxanetlado, é necessária uma boa iluminação, da mesma maneira que se usa para corais.

 

Por ser bentônica, a Cassiopea pode ser mantida em aquários quadrados/retangulares, sem a necessidade de áquarios redondos. A Cassiopea é tão resistente que pode ser mantida em aquários de volumes bastante reduzidos, de até 3 L (isso mesmo, três litros). Desde que se tenha uma entrada de ar, iluminação e a água seja trocada a cada 15 dias.

 


Tudo sobre o uso do nudibrânquio Berghia para combater as Aiptasias

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Prezados, nesta longa postagem iremos explicar tudo sobre o uso das Berghias no combate às aiptasias.Vamos por partes: primeiramente lembro que uma única Berghia dá conta somente de uma leve infestação (cerca de 20 aiptasias). Portanto, uma infestação de aproximadamente 80 aiptasias deve ser combatida com 4 berghias. 

 

No entanto, um par de Berghias, na maioria dos casos, pode erradicar uma população inteira de aiptasias. Isso porque esses organismos são hermafroditas simultâneos (isto significa que quaisquer dois indivíduos irão formar um par e desovar) e desovam um cordão de ovos que contém 100-300 embriões. Porém, a erradicação não será imediata - eles demorarão cerca de uma semana para desovar após serem introduzidos no aquário (tempo de aclimatação). Após a desova, o desenvolvimento embrionário do cordão de ovos dura 10-12 dias (dependendo da temperatura). Uma vez que a larva ou o juvenil eclode (os dois podem ocorrer), eles se alimentam de microscópicos pedaços do pé (base) da aiptasia. Até ele ser capaz de comer uma aiptasia inteira, demora cerca de duas semanas.

 

Portanto, a solução não virá em menos do que cerca de 45 dias se apenas duas Berghias forem adquiridas e a infestação for maior do que 40 aiptasias. Já no caso da compra de 4 ou mais berghias, certamente ocorrerá a erradicação pois o número de berghias jovens será bastante elevado.

 

Quando as aiptasias acabarem, eles lentamente morrem de fome. Eles não aceitam nenhum tipo de ração ou outro organismo como alimento. Com relação aos predadores: apenas camarões e Wrasses. O único momento de vulnerabilidade é na soltura - ressaltamos que o processo de soltura deve ser feito conforme as recomendações.

 

PS: veja os vídeos a seguir.


Sargaço

[i]Sargassum fluitans[/i]. Observe os flutuadores – estruturas redondas utilizadas para armazenar gás e mantê-los flutuando. (http://www.algaebase.org/search/species/detail/?species_id=E332f754e1da619ed)Sargassum fluitans. Observe os flutuadores – estruturas redondas utilizadas para armazenar gás e mantê-los flutuando. (http://www.algaebase.org/search/species/detail/?species_id=E332f754e1da619ed)O sargaço é uma alga que frequentemente observamos quando mergulhando próximos de costões rochosos. Diferentemente da maioria das macroalgas, você sabia que o sargaço não é uma planta? Na realidade é um protista. Você deve estar se perguntando: como um organismo com folhas e essa cara de planta não é uma planta? Pois bem, esses órgãos similares a folhas e caules na realidade são tecidos de origem protista (com diferentes proteínas e pigmentos), e não vegetal. 


Corais Brasileiros Parte 8 - Mussismilia braziliensis

[i]Mussismilia braziliensis[/i]. Foto de Amanda Ercília (http://www.arkive.org/mussismilia/mussismilia-braziliensis/image-G82867.html)Mussismilia braziliensis. Foto de Amanda Ercília (http://www.arkive.org/mussismilia/mussismilia-braziliensis/image-G82867.html)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Mussismilia braziliensis, o verdadeiro Coral-Cérebro brasileiro. A M. braziliensis é encontrada somente no estado da Bahia e forma grandes colônias que podem ter até um metro de diâmetro.


Corais Brasileiros Parte 7 - Siderastrea stellata

[i]Siderastrea stellata[/i]. Foto de Allan Souza (http://www.arkive.org/siderastrea/siderastrea-stellata/)Siderastrea stellata. Foto de Allan Souza (http://www.arkive.org/siderastrea/siderastrea-stellata/)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Siderastrea stellata, um coral duro que é endêmico da costa brasileira e bastante encontrado na região Nordeste, inclusive exposto em poças de maré. A S. stellata possui pólipos bem pequenos, mas que são capazes de capturar pequenos crustáceos. 


Palhaços Designer

Exemplar de Black Ice, um peixe-palhaço designer cultivado na Eco-Reef.Exemplar de Black Ice, um peixe-palhaço designer cultivado na Eco-Reef.Peixes-palhaço designer são variedades de Amphiprion ocellaris e Amphiprion percula (ou híbridos entre essas duas espécies) que não ocorrem na natureza e cujos colorações e padrões foram criados em cativeiro. Isto é, foram sendo criadas “raças” que nem é feito para cachorros. Entre os mais populares palhaços designer estão o Platinum (todo branco), o Midnight (todo preto) e o Black Ice (foto abaixo). Todos em produção na Eco-Reef!


Corais Brasileiros Parte 6 - Porites astreoides

[i]Porites astreoides[/i] (http://www.abc.net.au/news/2015-11-18/porites-astreoides/6948180)Porites astreoides (http://www.abc.net.au/news/2015-11-18/porites-astreoides/6948180)Continuando as nossas postagens sobre os corais brasileiros: esta espécie é a Porites astreoides. As espécies do gênero Porites são as principais construtoras de recifes no Oceano Atlântico, principalmente no Caribe. Suas colônias possuem esqueletos grandes e pólipos pequenos. Além de P. astreoides, a espécie P. branneri também ocorre no Brasil.