Arquipélago de São Pedro e São Paulo

Espécimes endêmicos de [i]Holacanthus ciliaris[/i] com coloração atípica (JC Joyeux [i]et al[/i]. 2008, Biogeography of tropical reef fishes: the South Atlantic puzzle. [i]Journal of Biogeography[/i], 28:831-841)Espécimes endêmicos de Holacanthus ciliaris com coloração atípica (JC Joyeux et al. 2008, Biogeography of tropical reef fishes: the South Atlantic puzzle. Journal of Biogeography, 28:831-841)

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP) é um território oceânico brasileiro, localizado no meio do Oceano Atlântico, entre a América do Sul e a África. Ele é composto por cerca de 15 rochedos e abriga um dos mais peculiares recifes de corais do planeta. Por estar isolado do continente há milhões de anos, o ASPSP possui uma fauna bastante endêmica (restrita àquela região), como estes espécimes azulado e albino do Peixe-Anjo Rainha, o Holacanthus ciliaris.


Yellow Tang

Larva de [i]Z. flavescens[/i] cultivada pela Hawaii Pacific University ([url]http://risingtideconservation.blogspot.com.br/2015/10/update-yellow-tang-progress-at-oceanic.html[/url]).Larva de Z. flavescens cultivada pela Hawaii Pacific University (http://risingtideconservation.blogspot.com.br/2015/10/update-yellow-tang-progress-at-oceanic.html).

Você sabia que o Zebrasoma flavescens (Yellow Tang) é o terceiro peixe marinho mais comercializado no mundo? No entanto, infelizmente, todos os espécimes que estão em nossos aquários são coletados no Havaí. Até hoje, ninguém conseguiu fechar o ciclo larval do Yellow Tang com sucesso. Os melhores resultados vêm da Hawaii Pacific University, aonde conseguiu-se cultivar larvas até 70 dias de vida, porém sem realizar a metamorfose.

 


Riftia

Espécimes de [i]R. pachyptila[/i] (Monterey Bay Aquarium, 2003, [url]http://www.mbari.org/science/upper-ocean-systems/molecular-ecology/[/url]).Espécimes de R. pachyptila (Monterey Bay Aquarium, 2003, http://www.mbari.org/science/upper-ocean-systems/molecular-ecology/).

Você conhece o organismo na foto abaixo? Ele foi encontrado pela primeira vez há cerca de 35 anos, a mais de 1.000 m de profundidade. Trata-se da Riftia pachyptila, um poliqueta de oceano profundo que possui simbiose com bactérias que utilizam enxofre como fonte de alimento. A Riftia possui um tubo que atinge mais de 2 m de comprimento e é encontrada em fontes hidrotermais no Oceano Pacífico.

 

 


Acidificação dos oceanos

Os recifes de corais do Oceano Pacífico têm sofrido com a acidificação ([url]http://oceanservice.noaa.gov/facts/most_coral.html[/url]).Os recifes de corais do Oceano Pacífico têm sofrido com a acidificação (http://oceanservice.noaa.gov/facts/most_coral.html).

Uma das mais severas conseqüências da emissão de CO2 na atmosfera é a acidificação dos oceanos. Os corais são alguns dos organismos que mais sofrem, pois os seus esqueletos de carbonato de cálcio ficam mais fracos. Não pelo aumento da acidez da água (que não tem poder de dissolver o esqueleto), mas sim porque a presenca de CO2 ná agua salgada diminui a disponibilidade de íons carbonato (CO3-2) para os corais. Embora eles tenham acesso ao cálcio, o acesso ao carbonato fica restrito e por isso o esqueleto fica mais frágil.


Zooxantela

Zooxantelas em cultura de laboratório (Dr. Todd C. LaJeunesse, Penn State University).Zooxantelas em cultura de laboratório (Dr. Todd C. LaJeunesse, Penn State University).

Você sabe o que é uma zooxantela? É animal? Vegetal? Mineral? Nenhum destes. Antigamente, as zooxantelas faziam parte do grupo dos protistas; no entanto, com o progresso da biologia molecular, hoje zooxantelas fazem parte do Reino Chromalveolata. Zooxantelas são organismos fotossintéticos que residem dentro das células dos corais, mas também habitam a coluna d’água, fazendo parte do fitoplâncton marinho.